20 de março de 2007

Charles Swindol


Tudo isto me lembra da história de um homem que naufragou numa ilha desabitada. Ele construiu laboriosamente uma pequena cabana para proteger-se do mau tempo e guardar os poucos objetos que salvara do naufrágio. Durante semanas, o homem viveu ali sozinho, tendo apenas como companhia o sol quente, as noites frias e as tempestades tropicais. Em oração, ficava olhando atentamente o horizonte para ver se avistava algum navio; mas, nada.

Certa noite, quando voltava de buscar alimento, ficou aterrorizado ao encontrar a pequena cabana em chamas. Ficou ali em pé, incapaz de apagar o fogo, sentindo-se esmagado pelo desastre. Seus poucos pertences tinham virado fumaça. Dormiu naquela noite perto das cinzas, ouvindo as ondas bater na areia e o desespero apertando o seu coração.

Na manhã seguinte, bem cedo, ele acordou e viu um navio ancorado junto a ilha - o primeiro que avistara durante todas aquelas semanas em que sondara o horizonte na esperança de ser resgatado. Ainda sem acreditar em seus olhos, ele ouviu passos e depois a voz do capitão: "Vimos o seu sinal de fumaça e viemos busca-lo".

Tudo que o homem possuia teve de ser destruido antes que pudesse ser descoberto - e salvo. Deus pareceu distante por tanto tempo, mas ele estava trabalhando nas duas extremidades...

Fonte: Boletim Informativo do MEP (17/03/2007)

3 comentários:

Yohan disse...

Excelente texto. Muito edificante mesmo.

Eduardo Choi disse...

Da hora!

Denis Lee disse...

Foi o Marcão que nos enviou todos os textos para nós! :D Mas, infelizmente eles estão acabando hahaha.